A advogada Maria Fernanda Mituo, responsável pela defesa da família da criança vítima de violência sexual, contestou a versão apresentada por Marco Furlan à polícia. Segundo ela, o ator não estava acompanhado de uma namorada no momento do crime, contrariando o que ele declarou inicialmente.
No primeiro depoimento, Furlan alegou ter confundido a criança com sua namorada. Posteriormente, porém, mudou a versão e afirmou não se lembrar do ocorrido.
Em entrevista ao Uol, a advogada disse que a família da vítima não conhecia o ator. Eles participavam da festa de aniversário de uma amiga da mãe da criança, que, por coincidência, é prima de Marco.
Maria Fernanda também relatou como a mãe descobriu o que estava acontecendo. "Ela começou a ouvir gritos da criança, de 'ai, ai, ai, está doendo', e foi quando ela correu para o quarto, acendeu a luz, ele estava nu, a criança também estava nua", afirmou. O menino foi levado a um pronto-socorro, onde passou por atendimento médico e relatou dores na região anal.
A advogada também chamou atenção para a demora na realização do exame no IML feito cerca de 72 horas após o crime, o que pode dificultar a produção de provas.
Apesar disso, Maria Fernanda ressaltou que a investigação seguirá sob a tipificação de estupro de vulnerável, crime cuja configuração não depende da comprovação de penetração.




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