O ator Kiko Pissolato comentou pela primeira vez sobre a prisão de Marco Furlan, seu ex-colega de trabalho, investigado por suspeita de estuprar uma criança de 5 anos. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele falou sobre o choque que sentiu ao tomar conhecimento do caso.
"Demorei um tempo para conseguir falar sobre esse assunto, [...] porque eu conhecia essa pessoa. Quando a notícia veio, foi uma sensação estranha, quase como se fosse um luto, mas depois entendi que não era um luto por uma pessoa, era o luto pela imagem que eu tinha dela", afirmou ele, que trabalhou com Furlan por cerca de 20 anos em peças teatrais.
Segundo o ator, em todo o período em que conviveram profissionalmente, jamais houve qualquer atitude que levantasse suspeitas sobre o comportamento de Furlan.
"Não existe nenhuma justificativa pra esse tipo de crime, e uma das perguntas que fiz pra mim mesmo, muitas vezes, foi: você nunca percebeu nada? Minha resposta é não", declarou.
Para Pissolato, justamente a ausência de sinais aparentes torna casos como esse ainda mais perturbadores. Ele destacou que é comum imaginar que pessoas acusadas de crimes dessa natureza apresentem características facilmente identificáveis, mas disse que a realidade costuma ser diferente.
"A gente cresce imaginando que esse tipo de pessoa tem uma aparência específica, um comportamento que denuncia como ela é. Mas, na maioria das vezes, não é assim. A aparência de normalidade não é garantia de caráter."
Apesar da longa convivência nos palcos, Kiko ressaltou que Marco nunca fez parte de seu círculo íntimo de amizades. Ainda assim, reconheceu que o ator esteve presente em uma fase importante de sua trajetória profissional, marcada por anos de trabalho conjunto no teatro.



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