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Deolane Bezerra escreve carta à mão e diz ser vítima: "Não sou e nunca fui bandida"

Deolane Bezerra escreve carta à mão e diz ser vítima: "Não sou e nunca fui bandida"
Foto: Reprodução

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra divulgou uma carta escrita na penitenciária onde está presa, na qual afirma ser vítima de perseguição e nega qualquer ligação com o crime organizado. Presa na última semana durante uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo, ela é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na mensagem, Deolane declarou que está “enjaulada por pura perseguição” e afirmou que os valores investigados correspondem a honorários advocatícios recebidos legalmente durante o exercício da profissão. A influenciadora também disse que nunca integrou a facção criminosa e criticou o fato de não ter sido ouvida anteriormente pelas autoridades durante o andamento das investigações.

Segundo o Ministério Público, a investigação teve início em 2019, após a descoberta de bilhetes escondidos em celas da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. A apuração identificou uma transportadora suspeita de funcionar como empresa de fachada para movimentar recursos da facção criminosa. De acordo com os investigadores, parte do dinheiro teria sido transferida para contas ligadas à influenciadora.

A defesa de Deolane sustenta que ela é inocente e afirma que os depósitos recebidos foram legais e declarados. No domingo (24), o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados da influenciadora. Ela permanece presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, enquanto a defesa avalia recorrer da decisão nas instâncias superiores.

Veja carta na íntegra:

"Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal até pela morte do Kevin eu fui acusada. Sobre esse processo gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como ADVOGADA). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito.

Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso. Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos.

É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida. Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos NÃOS para manter meus princípios e minha ética.

Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na justiça. Conto com as orações e o apoio de quem sempre esteve comigo. Mais uma vez, vocês não irão se arrepender. Um beijo a todos! Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça a ser combatida. Vocês não soltem a minha mão, não viu?"

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