A Polícia Civil de São Paulo concluiu nesta sexta-feira (29) o relatório da Operação Vérnix e indiciou a influenciadora Deolane Bezerra, o líder do PCC Marco Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, e outros investigados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo o inquérito, os envolvidos fariam parte de um esquema de movimentação e ocultação de patrimônio ligado à facção criminosa.
De acordo com a investigação, Deolane teria recebido transferências financeiras de uma transportadora apontada como ligada ao PCC e atuado na ocultação de recursos. A influenciadora foi detida no dia 21 de maio, em um condomínio de alto padrão em Alphaville, na Grande São Paulo. A polícia afirma que os repasses integrariam um esquema de movimentação irregular de valores, enquanto a defesa da influenciadora nega irregularidades e sustenta que os pagamentos se referem a honorários advocatícios.
O relatório também cita outros nomes ligados ao suposto esquema, incluindo familiares de Marcola e operadores financeiros. Segundo os investigadores, o grupo utilizaria empresas de fachada e intermediários para movimentar valores, além de realizar depósitos em espécie sem origem comprovada. Parte das movimentações teria sido identificada a partir de quebras de sigilo bancário e análises de conversas interceptadas.
O documento foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que agora avaliará as medidas solicitadas pela polícia, como bloqueio de bens, apreensão de veículos e guarda judicial de itens recolhidos. A Polícia Civil afirma ainda que novas fases da investigação não estão descartadas, já que os materiais apreendidos podem indicar a participação de outros envolvidos no esquema.




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