Uma ex-funcionária da residência de Neymar Jr. em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, acionou a Justiça do Trabalho contra o jogador do Santos e uma empresa terceirizada. A ação, que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, alega que a profissional cumpria rotinas de até 16 horas diárias, chegando a cozinhar para mais de 150 pessoas em um único dia.
A trabalhadora atuou entre julho de 2025 e fevereiro de 2026 na "Casa Hotel Portobello" e em outra propriedade vizinha do craque. Segundo a denúncia, embora o contrato previsse saída às 17h, a jornada frequentemente se estendia até a meia-noite para cobrir do café da manhã ao jantar de Neymar e seus convidados.
O processo detalha uma rotina que ia além das atribuições de cozinha, descrevendo um cenário de sobrecarga física:
Esforço excessivo: Carregamento constante de peças de carne de 10 kg e descarregamento de grandes volumes de compras.
Jornada de pé: Longos períodos sem descanso para atender à demanda de eventos e refeições diárias.
Finais de semana: Trabalho aos domingos, apesar de o contrato prever folgas nos finais de semana.
Embora o salário registrado fosse de aproximadamente R$ 4 mil, a cozinheira recebia cerca de R$ 7,5 mil devido ao volume de horas extras. Agora, ela pleiteia uma indenização total de R$ 262 mil.

