A Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo, expandiu suas ações para além das prisões da cúpula da facção e de Deolane Bezerra. Entre os alvos estratégicos de mandados de busca e apreensão, as autoridades miraram o influenciador digital e filho mais velho da advogada, Giliard Vidal dos Santos e um profissional de contabilidade, peças que a investigação considera fundamentais para entender a rede de contatos e a engenharia financeira do grupo.
Confira quem são os alvos de busca na operação:
Giliard Vidal dos Santos (Influenciador Digital): Considerado filho de criação de Deolane Bezerra, o jovem influenciador foi um dos alvos centrais das buscas e apreensões realizadas na manhã de hoje. A polícia busca mapear se a sua estrutura digital ou contas eram utilizadas no fluxo de bens da família.
Eduardo Affonso Rodrigues (Contador): O profissional de contabilidade teve mandado de busca cumprido contra si. Os investigadores buscam documentos, arquivos e registros fiscais em posse do contador que possam detalhar como era feita a maquiagem contábil para dar aparência legal aos repasses milionários que saíam das empresas de fachada do PCC.
Enquanto o influenciador e o contador foram alvos de varredura das equipes de investigação, a operação cumpriu prisões de nomes de peso ligados ao esquema de lavagem:
Deolane Bezerra: Influenciadora e advogada criminalista, presa em Barueri (SP) após o cerco montado no Brasil e na Itália.
Everton de Souza (vulgo "Player"): Preso e apontado como o operador financeiro que ditava as ordens de distribuição do dinheiro da facção.
Marcola e Alejandro Camacho: Os líderes máximos do PCC foram notificados de suas novas prisões preventivas dentro da Penitenciária Federal de Brasília.
Paloma e Leonardo Herbas Camacho: Sobrinhos de Marcola, apontados como operadores e destinatários do dinheiro no exterior. Paloma foi detida na Espanha pelas autoridades locais, enquanto Leonardo segue procurado e estaria escondido na Bolívia.
Plano inicial previa prisão na Itália
Novas informações revelam que a estratégia inicial das autoridades brasileiras era prender Deolane Bezerra em território internacional. A coordenação da ação chegou a ser estruturada em Roma, na Itália, onde a influenciadora estava hospedada há semanas.
O plano contava com a inclusão do nome de Deolane na Difusão Vermelha da Interpol, o mecanismo de captura internacional. No entanto, ela retornou ao Brasil em um voo que pousou na tarde de quarta-feira (20), o que fez com que a Polícia Civil e o MP antecipassem o cumprimento do mandado de prisão preventiva para a manhã de hoje, em sua mansão de luxo em um condomínio fechado em Barueri (SP).
Defesa alega "perseguição"
Em manifestação oficial após a repercussão do caso, a defesa e os familiares da influenciadora contestaram a legalidade da prisão. Daniele Bezerra, irmã de Deolane e também advogada, emitiu uma nota pública afirmando que a prisão "nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos". A irmã da influenciadora classificou a ação como uma antecipação de culpa perante a opinião pública antes da devida apresentação de provas técnicas no processo.




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