A investigação que resultou na prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra ganhou novos desdobramentos após a Polícia Civil apontar uma movimentação financeira considerada atípica envolvendo a irmã da influenciadora. Segundo informações do inquérito, ela teria tentado sacar R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária, fato que passou a integrar os elementos analisados pelas autoridades no âmbito da Operação Vérnix.
De acordo com a apuração, o banco responsável pela conta bloqueou a operação devido ao alto valor solicitado em dinheiro vivo e comunicou o caso ao Banco Central sob suspeita de possível lavagem de dinheiro. Após o episódio, a instituição financeira notificou Deolane Bezerra sobre o encerramento de suas contas, alegando incompatibilidade das movimentações com as políticas internas do banco.
A defesa da família afirmou que o valor seria utilizado para a compra de um imóvel e contestou a decisão da instituição financeira. Diante do bloqueio e do encerramento das contas, Deolane chegou a ingressar com uma ação cível contra o banco para tentar recuperar o acesso aos recursos e questionar as medidas adotadas pela instituição.
Para a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo, o episódio é tratado como um dos indícios de suposta atuação financeira ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Operação Vérnix investiga um esquema milionário de lavagem de dinheiro atribuído à facção criminosa e resultou na prisão de Deolane Bezerra, além de mandados relacionados a integrantes apontados como membros da cúpula da organização criminosa.



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