A influenciadora e advogada Deolane Bezerra passou a responder como ré na Justiça de São Paulo após a aceitação da denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP-SP), que a acusa de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão foi proferida pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, que considerou existirem elementos suficientes para a abertura da ação penal. Além de Deolane, outros investigados também se tornaram réus, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção criminosa.
Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo utilizava uma empresa de transportes para ocultar e movimentar recursos obtidos de forma ilícita. Os investigadores afirmam que Deolane teria disponibilizado contas bancárias e empresas para operações de lavagem de dinheiro, além de apresentar movimentações financeiras incompatíveis com sua renda declarada.
A investigação teve início em 2019, após a apreensão de bilhetes atribuídos ao PCC em uma penitenciária de Presidente Venceslau, no interior paulista. A partir das apurações, o Ministério Público identificou uma suposta estrutura financeira criada para esconder recursos da organização criminosa por meio de empresas de fachada.
A defesa de Deolane nega todas as acusações. Em nota, os advogados afirmaram que a influenciadora não integra organização criminosa, não praticou qualquer crime e que a inocência será demonstrada ao longo do processo.



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