Luana Piovani se manifestou nas redes sociais nesta quarta-feira, 4 de março, após o ator Dado Dolabella anunciar sua pré-candidatura a deputado federal pelo Rio de Janeiro pelo partido MDB. “Mês da mulher, Dado Dolabella se pré-candidata a deputado federal. O que esperar do Brasil?”, escreveu uma seguidora, questionando Piovani sobre a candidatura.
Em resposta, Piovani não poupou críticas. “O que eu espero do Brasil? Nada. Eu acho que a gente tem que fazer o nosso. Para começar, votar nos políticos certos. Porque a gente tem o governo que a gente escolhe. Tem que aprender a votar (...) Esse aborto da natureza é candidato? É só não votar nele”, disse a atriz. Ela ainda acrescentou: “Como é que pode, uma pessoa que tem processo criminal se candidatar a cargo público? Uma pessoa que não paga pensão, um agressor. Mas no Brasil tudo pode. É o país da piada pronta.”
O histórico de Dolabella em episódios de violência contra mulheres aumentou a repercussão negativa de sua filiação ao MDB. O ator foi condenado em 2010 por agredir Piovani e uma camareira de uma boate na Gávea, e, em 2020, pela Justiça do Rio, foi novamente condenado em regime aberto por agressão contra uma ex-namorada. As polêmicas voltaram à tona quando o ex-prefeito de Caxias, Washington Reis, publicou um vídeo anunciando a candidatura, que depois foi deletado.
Dolabella, por sua vez, divulgou um novo vídeo afirmando que a decisão de entrar na política surgiu de experiências pessoais de injustiça. “E quando você passa por isso, você entende que não é sobre homem contra mulher. É sobre qualquer pessoa que se sente esmagada por um sistema que deveria proteger”, disse o ator. A declaração reacendeu debates sobre responsabilidade, moralidade e participação de figuras públicas com histórico de violência na política.

