O cantor Michael Jackson voltou a ser alvo de novas acusações de abuso sexual 17 anos após sua morte, segundo informações divulgadas pelo jornal The New York Times . O caso ganhou repercussão no contexto da divulgação da cinebiografia “Michael”, que estreiou nesta semana. As denúncias teriam partido dos quatro filhos de Dominic Cascio, amigo próximo do artista e considerado parte de sua “segunda família”.
De acordo com o advogado da família Cascio, os irmãos alegam que teriam sido vítimas de abuso sexual por parte de Michael Jackson ao longo de vários anos. Eles afirmam ainda que foram incentivados a manter silêncio e a negar qualquer irregularidade durante décadas. Um dos irmãos, no entanto, não integra a ação por questões jurídicas, segundo o jornal.
Nos documentos do processo, os acusadores afirmam que o cantor teria exercido controle psicológico sobre eles, descrevendo um padrão de aliciamento e abuso iniciado na infância. O texto judicial menciona que os supostos episódios teriam ocorrido em diferentes locais e até durante turnês internacionais, além de residências de pessoas próximas ao artista.
Um dos trechos relata ainda a alegação de que Michael teria utilizado uma “frase-código” para indicar a intenção de abuso. O documento também afirma que as vítimas anteriormente negaram qualquer conduta imprópria em entrevistas públicas, incluindo declarações feitas após a morte do cantor em 2009.
Diante das novas acusações, representantes do espólio de Michael Jackson classificaram o processo como “uma tentativa desesperada de extorsão”. Já o advogado da família Cascio afirma que a decisão de se manifestar agora ocorre após anos de silêncio e pressão. O caso segue em disputa judicial nos Estados Unidos.



