O jornalista Carlos Monforte morreu nesta segunda-feira (31), aos 77 anos, após enfrentar um câncer. Considerado um dos pioneiros do modelo de âncora no telejornalismo brasileiro, ele construiu uma carreira de quase quatro décadas dedicada principalmente à cobertura política. A informação foi confirmada pela GloboNews.
Nascido em Santos, no litoral paulista, em julho de 1949, Monforte começou a trabalhar como repórter antes mesmo de se formar em Jornalismo, em 1972, tendo iniciado a carreira no jornal A Tribuna. Chegou à TV Globo em 1978, atuando como repórter em São Paulo, onde produziu matérias para o Jornal Nacional e o Fantástico e cobriu as greves dos metalúrgicos do ABC paulista.
Em 1982, passou a comandar a editoria de Política do Jornal da Globo e dividiu o período com a apresentação do Bom Dia São Paulo. No ano seguinte, foi escolhido para comandar a estreia do Bom Dia Brasil, telejornal produzido em Brasília, função que exerceu por nove anos como editor-chefe e apresentador. Também participou do Palanque Eletrônico, programa que reuniu candidatos à Presidência nas eleições de 1989.
Monforte deixou a Globo em 1992 para montar o departamento de Comunicação da Confederação Nacional da Indústria, retornando dois anos depois como repórter especial em Brasília, onde cobriu entrevistas com o então presidente Fernando Henrique Cardoso, o Movimento dos Sem-Terra e a CPI do narcotráfico. Ele voltou ao comando do Bom Dia Brasil em 1996 e, no fim de 2000, assumiu a coordenação da GloboNews na capital federal, onde apresentou o Jornal das Dez. Deixou a emissora em 2016.




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