Servidores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se passaram por clientes da Blaze para monitorar as comunicações enviadas pela plataforma para reunir provas que embasaram a ação civil pública contra a empresa e a influenciadora Virginia Fonseca. A informação é da CNN Brasil.
Segundo o processo, o objetivo foi documentar campanhas promocionais e preservar a integridade das evidências digitais. Entre os materiais anexados estão e-mails publicitários capturados com seus metadados, como remetente, destinatário, data, horário e conteúdo, garantindo a chamada cadeia de custódia das provas.
De acordo com o MPDFT, a Blaze mantinha uma estratégia recorrente de envio de ofertas com linguagem persuasiva, sensação de urgência e promessas de vantagens para estimular apostas. A Promotoria também afirma que informações essenciais sobre as promoções apareciam apenas no rodapé das mensagens, em fonte reduzida, o que pode caracterizar publicidade enganosa por omissão, conforme o Código de Defesa do Consumidor.
A ação civil pública, protocolada na última quinta-feira (9), pede indenização de R$ 120 milhões contra a Blaze e Virginia Fonseca. O Ministério Público sustenta que a plataforma utilizou campanhas capazes de induzir consumidores ao jogo por meio da promessa de ganhos fáceis e da divulgação feita por influenciadores digitais.
A investigação teve início após denúncias de usuários que relataram bloqueio de contas, retenção de valores e dificuldades para sacar recursos na plataforma.
Em relação a Virginia Fonseca, o MPDFT afirma que a influenciadora promoveu a Blaze durante a Copa do Mundo de 2026 sem indicar de forma clara o caráter publicitário, especialmente em conteúdos relacionados ao jogo de Cabo Verde.
Em nota, a defesa de Virginia informou que responderá às acusações no processo. Os advogados argumentam que ainda existem diligências pendentes, como a obtenção de contratos e outras informações consideradas essenciais para esclarecer a relação entre a influenciadora e a empresa. Também negam qualquer atuação irregular, afirmam que a responsabilização deve se basear em provas concretas e dizem confiar na atuação do Judiciário.



Aviso