O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Marcinho VP, sua esposa Marcia Gama Nepomuceno e o rapper Oruam pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A acusação também inclui outras nove pessoas ligadas ao Comando Vermelho, em um desdobramento de operação policial realizada no fim de abril.
Segundo a Promotoria, mesmo preso há mais de duas décadas, Marcinho VP continuaria exercendo papel de liderança dentro da facção, coordenando recursos financeiros e decisões estratégicas. As investigações apontam que a estrutura criminosa estaria dividida em núcleos, incluindo liderança encarcerada, núcleo familiar, operadores financeiros e lideranças operacionais atuantes nas comunidades.
De acordo com a denúncia, Marcia Nepomuceno seria responsável pela gestão financeira do grupo, recebendo valores em espécie de outros integrantes e promovendo a lavagem do dinheiro por meio da compra de imóveis, fazendas e estabelecimentos comerciais. Já Oruam, conforme o Ministério Público, utilizaria sua carreira artística para movimentar e ocultar recursos ilícitos, além de se beneficiar diretamente dos valores provenientes do tráfico.
A investigação é resultado de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que teve como objetivo desarticular o braço financeiro da organização criminosa. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em bairros como Jacarepaguá e Barra da Tijuca, e um suspeito apontado como operador financeiro foi preso. Parte dos investigados, incluindo familiares do traficante, é considerada foragida.



