A influenciadora Deolane Bezerra, alvo da Operação Integration, é investigada pela Polícia Federal sob suspeita de atuar como operadora de um esquema de ocultação e branqueamento de ativos oriundos de rifas e apostas ilegais. Segundo relatório da Operação Narco Fluxo, que levou à prisão de MC Ryan SP na última semana, Deolane teria funcionado como “conta de passagem” para movimentações financeiras ligadas ao crime organizado.
De acordo com os investigadores, entre maio e junho de 2025, a influenciadora recebeu R$ 430 mil de Ryan, valor que a PF considera evidência de vínculo direto entre os dois. Nesse mesmo período, sua conta registrou movimentações de R$ 5,3 milhões, incluindo recursos da própria agência de publicidade. Para os federais, a mistura de valores lícitos e suspeitos dificulta o rastreamento da origem do dinheiro e aponta para um padrão de integração voltado à aquisição de bens de luxo e ações de gestão de imagem.
Coincidentemente, após receber os valores de Ryan, Deolane transferiu R$ 1,165 milhão ao Instituto Projeto Neymar Jr., além de realizar pagamentos expressivos a empresas do setor automotivo e de blindagem. A influenciadora, que acumula 22 milhões de seguidores no Instagram, nega irregularidades e afirma que o depósito de Ryan se refere à venda de um veículo.
A PF sustenta que o esquema liderado por Ryan teria movimentado R$ 1,6 bilhão e estaria ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa do funkeiro afirma que todos os valores em suas contas têm origem comprovada e são devidamente tributados.
Ainda assim, Deolane é apontada como parte de um ecossistema financeiro suspeito, usado para lavar dinheiro do crime organizado. A investigação segue em andamento e pode ampliar o alcance sobre influenciadores e artistas envolvidos em apostas ilegais.



