A rainha Elizabeth II permaneceu trabalhando até as últimas horas de vida. A informação foi revelada pelo biógrafo Robert Hardman, autor do livro Elizabeth II: In Private. In Public. The Inside Story.
Em entrevista ao Uol, Hardman afirmou que a monarca continuou analisando documentos da tradicional "caixa vermelha", maleta usada para transportar papéis oficiais que exigiam sua aprovação. Após revisar o conteúdo, Elizabeth devolvia a caixa ao secretário particular.
"Esse era o dever dela, e ela entendia isso. E gostava disso. Ela gostava dessa parte do cargo. Ela não considerava isso uma imposição. Obviamente, no final da vida dela, a equipe tentou diminuir um pouco a carga de trabalho, mas essas ainda eram coisas que só ela podia fazer. Então, essas caixas vermelhas continuaram chegando até a última semana de sua vida", afirmou o escritor.
De acordo com o biógrafo, a última caixa enviada pela rainha continha, além dos documentos oficiais, duas cartas escritas por ela: uma destinada ao secretário particular e outra ao então príncipe Charles, hoje rei Charles III.
"[O secretário] abriu a caixa sem saber muito bem o que esperar. Lá, havia uma carta para ele, uma carta para o então príncipe Charles e uma papelada que ele havia enviado a ela alguns dias antes, com as nomeações para a Ordem do Mérito. A rainha precisava decidir quem seriam os novos membros, então ela sublinhou os nomes e fez algumas anotações", relatou Hardman.
O autor destacou ainda que Elizabeth II continuou desempenhando suas funções até o fim de sua vida: "E lá estava ela: mesmo no leito de morte, a rainha continuava analisando documentos da sua caixa — algo que, imagino, a maioria das pessoas não faria; ficar cuidando de e-mails e conferindo a caixa de entrada estando à beira da morte", concluiu.



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