Fotomontagem/PortaldoHolanda
A relação de Luiza e Laerte não vai ser aprovada pela mãe do músico. Selma vai brigar com o filho e acabará indo morar no asilo.
"Desculpe me meter, mas você sabe... Ouço você falar no celular, comentar – e sei que a qualquer momento você pode aparecer aqui com essa menina, filha da Leninha... Sinto que você está gostando dela. Acho natural também. Lamento que seja com ela. Lamento que você não rompa com essa rede familiar de relações, onde primos casam com primas. Filhos de primos com filhas de primas... E isso parece não acabar nunca. Tem sido uma desgraça na nossa família. E essas duas não são apenas parecidas fisicamente, mas por dentro também. No coração. Pior: na alma. Me entristece saber que essa corrente vai continuar e eu não quero ver essa casa invadida por uma nova Helena", diz.
Ela arruma as malas e avisa que vai morar no asilo, deixando o músico furioso. Laerte sai e vai para o Galpão Cultural, mas depois liga para a mãe. "Só queria te dizer que você está completamente errada igualando a Helena a Luiza. A Luiza tem o espírito livre, ao contrário da mãe, que vive de remoer rancores. Eu gostaria que você reconsiderasse sua opinião sobre a Luiza. Acho que ela pode ser muito amiga sua, no futuro", diz o músico.
Selma fala que é pouco provavel disso acontecer: "Por várias razões. A primeira delas é que eu não quero. E depois porque não acredito que se possa mudar a genética de uma pessoa. O que ela herdou dos pais no sangue vai passar aos filhos e vai acompanhar ela ao túmulo".
Laerte não gosta e diz que ela fala como se fossem bichos: "Gente não é feito cavalo e boi, que a gente vai apurando a raça pelos cruzamentos. Gente não nasce destinada a coisa nenhuma. Cada um traça o próprio destino".
"Isso é o que você pensa, Laerte. Mas é uma ilusão!", diz Selma, desligando o telefone.

