Manaus/AM - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que o pastor Márcio José Matos Poncio de Souza passe a cumprir prisão domiciliar. Ele havia sido preso preventivamente durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga a atuação de organizações criminosas e possíveis ligações com agentes públicos no Rio de Janeiro.
A decisão foi tomada com base no estado de saúde do investigado. Conforme os documentos apresentados ao STF, Márcio Poncio sofre de retocolite ulcerativa grave, doença crônica que exige acompanhamento médico constante e tratamento especializado. Moraes também levou em consideração o fato de a esposa do pastor estar em uma gestação de alto risco.
Embora tenha deixado a prisão, o investigado continuará submetido a diversas restrições. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de contato com outros investigados, de utilizar redes sociais, de portar armas e de receber visitas sem autorização do Supremo, além da entrega dos passaportes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a substituição da prisão preventiva pela domiciliar, entendendo que as diligências da investigação já foram cumpridas e que as medidas de bloqueio de bens permanecem válidas.
Márcio Poncio é investigado na Operação Unha e Carne, que apura crimes relacionados à atuação de milícias e facções criminosas. O ministro ressaltou que a prisão domiciliar foi concedida por motivos humanitários e que o descumprimento das medidas cautelares poderá levar ao restabelecimento da prisão preventiva.




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