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DPE-AM repudia fala de desembargadora sobre escravização de indígenas

DPE-AM repudia fala de desembargadora sobre escravização de indígenas
Ritual indígena - Foto: Divulgação

Manaus/AM - A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) divulgou uma nota de repúdio à fala da desembargadora Cristiana Maria Valadares Fenelon, do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG), sobre indígenas e relações de trabalho.

Durante uma sessão do Tribunal Pleno, Fenelon relatou uma declaração atribuída a uma juíza, segundo a qual indígenas “só trabalham se forem escravizados”. A desembargadora também afirmou que, em comunidades indígenas, seria difícil encontrar trabalhadores, mas apenas pessoas “escravizadas à força”.

Desembargadora diz que juíza do Amazonas afirmou que 'indígena só trabalha se for escravizado'
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Desembargadora diz que juíza do Amazonas afirmou que 'indígena só trabalha se for escravizado'

Para o Núcleo Especializado na Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (Nudcit), a manifestação reproduz estereótipos racistas e discriminatórios e desconsidera a diversidade dos modos de vida, trabalho e subsistência dos povos originários.

A Defensoria destacou que a fala ocorreu durante uma discussão sobre a Política Regional de Justiça Itinerante, voltada à ampliação do acesso à Justiça por comunidades indígenas e quilombolas.

Segundo o órgão, mesmo tendo atribuído a declaração a outra pessoa, a desembargadora a reproduziu durante o exercício da função pública, o que, na avaliação da DPE-AM, amplia o potencial de impacto e pode reforçar o racismo institucional.

A Defensoria reafirmou o compromisso com a defesa dos direitos dos povos indígenas e pediu que instituições do sistema de Justiça atuem sem preconceitos ou estigmas.

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