O Ministério Público do Amazonas (MPAM) identificou um foco ativo de incêndio no Distrito Industrial 2, em Manaus, durante uma inspeção realizada para investigar possíveis origens da fumaça que atingiu a capital nos últimos dias. O órgão informou que já identificou o proprietário da área e pretende adotar medidas para interromper a atividade e responsabilizar os envolvidos.
A vistoria foi realizada pelo Núcleo de Atuação Extraordinária Ambiental (NAE-Ambiental), que encontrou grande quantidade de fumaça no local. Segundo o MPAM, a equipe passou a investigar pontos estratégicos considerados possíveis origens das queimadas.
O promotor de Justiça Paulo Stélio Sabbá Guimarães afirmou que as informações sobre o proprietário já foram levantadas e que o órgão prepara medidas judiciais.
“Nós já pegamos as informações a respeito do proprietário e agora vamos trabalhar a questão judicial para coibir esse tipo de comportamento”, afirmou.
Apesar da intensidade da fumaça encontrada, o MPAM ressalta que ainda não é possível afirmar que todo o material que atingiu Manaus nos últimos dias tenha vindo daquele ponto.
A promotora de Justiça Tânia Feitosa classificou a situação como preocupante e destacou que o local será acompanhado durante a investigação.
“A situação é preocupante e precisamos acompanhar de perto a origem e a intensidade desses incêndios”, disse.
Foco produzia grande quantidade de fumaça
De acordo com o coordenador do NAE-Ambiental, promotor Carlos Edwards, a equipe constatou diretamente os efeitos do incêndio durante a inspeção.
“No local, foi possível ver muita fumaça, contribuindo significativamente para a degradação da qualidade do ar na cidade de Manaus. O próximo passo é enfrentar o problema de maneira mais efetiva ao identificar os responsáveis”, afirmou.
O promotor informou ainda que foi instaurado um despacho para acionar as Promotorias de Justiça com atuação na área ambiental e reforçar as investigações sobre queimadas.
A inspeção faz parte das ações do MPAM diante do aumento de focos de incêndio durante o período de estiagem. Além da fiscalização de áreas suspeitas, o órgão pretende reunir informações que permitam responsabilizar os autores e impedir a continuidade das queimadas.
MP pede ajuda da população
O Ministério Público também orienta moradores a denunciarem queimadas e situações que possam causar danos ambientais. As informações podem ser encaminhadas à Ouvidoria-Geral do MPAM de forma identificada, sigilosa ou anônima.
A procuradora-geral de Justiça em exercício, Anabel Mendonça, afirmou que a participação da população pode ajudar na identificação dos responsáveis.
“Informações, inclusive de forma anônima, podem contribuir para que sejam identificadas pessoas que continuam cometendo esses crimes e causando danos ao meio ambiente”, declarou.
As denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp (92) 3655-0745, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Também é possível registrar a ocorrência pelo formulário eletrônico da Ouvidoria ou presencialmente na sede do MPAM, na Avenida Coronel Teixeira, nº 7.995, bairro Nova Esperança.
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