As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) recomendaram mudanças na postura dos candidatos para o último debate presidencial do segundo turno, marcado para sexta-feira (23), na TV Globo. A avaliação das duas equipes é que o confronto realizado no domingo (18), pela TV Bandeirantes, teve falhas e não conseguiu conquistar a atenção dos eleitores indecisos.
Os dois candidatos perderam oportunidades de apresentar propostas e dialogar com o eleitorado moderado, considerado importante para definir a disputa presidencial. As avaliações foram baseadas em consultas informais nas redes sociais e com grupos de eleitores.
Na campanha de Flávio Bolsonaro, a orientação é tornar as respostas mais claras e evitar evasivas. Também houve divergências internas sobre os gestos feitos pelo senador atrás de Lula durante o debate. Para parte dos observadores ligados à direita, o comportamento pode transmitir uma imagem de arrogância e desrespeito.
Já a equipe de Lula avalia que o presidente perdeu tempo ao responder às provocações do adversário e não conseguiu conduzir a discussão como pretendia no início do encontro. Também houve críticas à escolha de temas apresentados, considerados de pouco apelo popular, como a exploração de terras raras e a criação de universidades para povos originários.
O diagnóstico compartilhado pelas duas campanhas é que o debate teve poucos momentos dedicados a propostas concretas e foi marcado por ataques e confrontos pessoais. Por isso, os candidatos devem passar por novos treinamentos para corrigir falhas antes do próximo encontro.
O debate da TV Globo será o último confronto televisivo entre os dois antes do segundo turno, previsto para domingo (25). O formato costuma privilegiar perguntas temáticas e oferecer menos espaço para embates diretos entre os candidatos.
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