Manaus/AM - As queimadas e a estiagem afetam 124 aldeias indígenas no Amazonas e no Pará, onde vivem cerca de 15,4 mil indígenas. A situação levou o Distrito Sanitário Especial Indígena Parintins (DSEI PIN) a reforçar a vigilância em saúde nas comunidades, devido aos riscos provocados pela fumaça e pelo calor intenso.
Levantamento do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) contabilizou 709 focos de incêndio em terras indígenas nos dois estados. Desse total, 208 foram registrados em setembro e outros 501 em outubro, conforme os dados citados no boletim epidemiológico do distrito.
Embora o número de ocorrências tenha diminuído na semana epidemiológica 41, a situação continua preocupante para as comunidades atingidas. A redução foi associada à atuação das brigadas de combate ao fogo e às chuvas registradas nos últimos dias.
Saúde indígena reforça vigilância nas comunidades
Diante dos impactos das queimadas, o DSEI Parintins emitiu o Alerta de Risco Epidemiológico nº 06 e intensificou as ações de prevenção e acompanhamento da saúde indígena.
As equipes também realizaram visitas técnicas a municípios como Barreirinha e Nhamundá, com articulações envolvendo secretarias municipais, Corpo de Bombeiros e assistência social. O objetivo é ampliar a resposta às ocorrências e acompanhar possíveis problemas de saúde relacionados à exposição à fumaça e ao calor.
O distrito atende comunidades indígenas em cinco municípios do Amazonas e quatro do Pará. Entre as localidades mencionadas no boletim estão áreas de Maués, Barreirinha, Nhamundá e Parintins, além de Kuruatuba, em Aveiro, no Pará.
O documento também aponta a necessidade de ampliar o apoio às aldeias, com ações educativas, medidas preventivas e orientações sobre combate a incêndios e manejo sustentável do solo.
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