Seria um equívoco permitir que a campanha, que começa agora, se resuma à troca de acusações ou à exploração de conflitos pessoais.
O desafio é impedir que a disputa eleitoral reduza o futuro do Estado a um simples confronto entre adversários.
O Amazonas enfrenta desafios que ultrapassam qualquer mandato. A consolidação da Zona Franca de Manaus, a integração logística, a interiorização do desenvolvimento, a preservação da floresta, a melhoria dos serviços públicos e a redução das desigualdades regionais exigem políticas de longo prazo. São temas que permanecerão sobre a mesa independentemente de quem vencer as eleições.
Democracia pressupõe divergências, mas também exige que os candidatos apresentem soluções concretas para problemas que acompanham o Estado há décadas.
O eleitor tem o direito de conhecer propostas capazes de transformar a realidade amazonense.
Em um Estado como o Amazonas, governar bem não basta. Muitas das decisões que influenciam diretamente a economia regional, o modelo da Zona Franca, a infraestrutura, a política ambiental e a distribuição de recursos públicos são tomadas em Brasília.
Isso torna igualmente relevante a qualidade da representação amazonense no Congresso Nacional, onde se constroem boa parte das decisões que repercutem sobre a vida dos cidadãos.
As eleições também oferecem oportunidade para avaliar trajetórias. A experiência administrativa, a capacidade de diálogo, a formação de consensos e o respeito às instituições são atributos que interessam à sociedade muito mais do que discursos momentaneamente eficazes.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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