A campanha pertence aos candidatos; o voto pertence ao cidadão. E, quando a eleição se aproxima do fim, talvez essa seja a lembrança mais importante: a última palavra não pertence a quem pede o poder, mas a quem decide entregá-lo.
Há uma diferença fundamental entre conquistar atenção e conquistar confiança. Uma frase agressiva pode dominar algumas horas do debate. Uma denúncia pode produzir manchetes. Uma promessa pode entusiasmar uma plateia.
O voto, porém, entrega poder por quatro anos. Por isso, a decisão pode considerar algo mais duradouro: propostas, trajetórias, capacidade de execução e a coerência entre aquilo que foi dito durante a campanha e aquilo que poderá ser feito depois dela.
No domingo, desaparecerá boa parte do barulho que acompanhou a disputa. O Amazonas continuará diante dos mesmos desafios que existiam antes do primeiro comício.
E a eleição não precisa terminar com adversários transformados em inimigos nem com o eleitor submetido à obrigação de escolher movido pelo medo, pela indignação ou pela rejeição.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.
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