A dois dias do segundo turno, Maria do Carmo insiste em divulgar acusações contra Omar Aziz, agora por meio de uma plataforma digital, após sucessivas decisões da Justiça Eleitoral que suspenderam propagandas por descontextualização de informações.
A iniciativa suscita uma questão grave: estaria a candidata tentando contornar as restrições judiciais para manter os ataques ao adversário?
A mudança do meio de divulgação não afasta a obrigação de cumprir decisões judiciais.
Ao recuperar notícias antigas sobre acusações não comprovadas e procedimentos arquivados, a candidata volta a lançar suspeitas infundadas sobre Omar.
A questão ultrapassa a honra do adversário e alcança a garantia do próprio direito de Omar quanto ao seu status de inocência, não arranhado por decisões judiciais.
Ninguém pode ser tratado como culpado por acusações levianas, muito menos por conveniência eleitoral.
Em decisão sobre propaganda eleitoral negativa contra Omar Aziz, o juiz Cássio André Borges dos Santos apontou que a propaganda mal sucedida da candidata destacava referências a crimes e relegava a segundo plano o arquivamento de procedimentos contra o candidato opositor e sem acusações formais.
Para o magistrado, à persistir a conduta de Du Carmos, o eleitor poderia associar Omar a práticas criminosas sem fundamentos. Dai a ordem de suspensão que atingiu a propaganda da dona da Fametro.
No domingo, os amazonenses escolherão seu próximo governador. Não dá para negar que em questão de ética, compromisso com o estado e bem estar do cidadão só tem um candidato: Omar Aziz.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.
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