Começa a contagem regressiva para um dos votos mais aguardados do ano no Congresso. A votação em primeiro turno da PEC do fim da escala 6x1 está prevista para as 14h desta quarta-feira (14). Se passar, o país dá um passo decisivo para acabar com o modelo de seis dias de trabalho e um de descanso.
O que a PEC prevê
Dois dias de descanso por semana
Jornada máxima de 44 para 40 horas, sem corte de salário
Redução gradual: duas horas a menos 60 dias após a promulgação e mais duas horas um ano depois
Para passar, não basta maioria simples. A PEC precisa de 49 dos 81 votos do Senado, o equivalente a 60%, em dois turnos.
Oposição tenta barrar. A estratégia é evitar duas votações no mesmo dia, seja derrubando o quórum, seja apresentando emendas para devolver o texto à Câmara. Não é a primeira vez: em 2 de setembro, o plenário esvaziado fez o governo desistir de arriscar a votação.
O tema virou arma na campanha. Lula defende a PEC e a usa como bandeira; Flávio Bolsonaro é contra e defende jornada flexível com acordos individuais. E a votação acontece a onze dias do segundo turno, em 25 de outubro.
Aprovação amanhã não significa mudança imediata. A sessão é só o primeiro turno, e, se o Senado alterar o texto da Câmara, a proposta volta aos deputados. Depois, ainda são necessárias mais três sessões de discussão antes do segundo turno.
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