O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, retirou o sigilo de documentos da investigação da Polícia Federal (PF) que apura o suposto envolvimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) em um esquema de favorecimento ao Banco Master.
Segundo os autos, tornados públicos na quinta-feira (30), a PF identificou 74 ligações telefônicas entre o parlamentar e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banco e também investigado por suspeitas de fraudes financeiras. Os investigadores apontam que as conversas indicam uma relação de proximidade entre os dois.
De acordo com a investigação, Jaques Wagner teria atuado em pautas de interesse do Banco Master no Senado, como propostas relacionadas ao crédito consignado. Em troca, segundo a PF, o senador teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões, em Salvador, além de repasses de R$ 3,5 milhões para empresas ligadas a familiares.
Os documentos também citam a entrega de presentes de alto valor, como garrafas de vinho e ingressos para shows, além de encontros realizados no gabinete do senador com investigados no caso.
Jaques Wagner nega irregularidades. Nesta sexta-feira (31), o parlamentar afirmou estar tranquilo em relação às investigações e disse que provará sua inocência. As apurações seguem em andamento no Supremo Tribunal Federal.



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