O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou manifestações de Alexandre de Moraes e Edson Fachin para fundamentar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
Na decisão, Mendonça recorreu a um voto de Moraes no julgamento da ADPF 722, em que o ministro afirmou que órgãos públicos não podem “bisbilhotar, fichar ou estabelecer classificação de qualquer cidadão” nem compartilhar informações de forma indevida.
Mendonça afirmou que relatórios de inteligência da PF teriam monitorado sua atuação e analisado decisões relacionadas a investigações sob sua relatoria. Ele também citou Fachin, que afirmou que a administração pública não pode manter listas de “inimigos do regime”.
O ministro ainda utilizou como precedente uma decisão de Moraes que determinou o afastamento do então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, após os atos de 8 de janeiro.
A medida ocorre em meio ao agravamento da crise entre Mendonça e Moraes, após o ministro retirar o sigilo de um relatório da PF que apontaria troca de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.



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