Pagamentos de até R$ 760 mil destinados a Belline Santana, ex-chefe de supervisão do Banco Central, entraram no radar da Polícia Federal durante a investigação sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master.
As informações foram divulgadas após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de 15 procedimentos relacionados ao caso, na noite de quinta-feira (10).
Segundo a PF, a relação entre Vorcaro e Belline começou a ser identificada em outubro de 2023. Naquele período, o ex-servidor do Banco Central teria participado de uma negociação apresentada como contratação para a elaboração de um estudo técnico, econômico e social.
Documentos encontrados pela investigação indicam que Belline teria enviado mensagens relacionadas ao negócio e participado da assinatura dos documentos. Para a PF, porém, a contratação seria fictícia. Mensagens trocadas entre Vorcaro e Fabiano Zettel após a operação foram interpretadas pelos investigadores como indício de que o negócio não era real.
Em janeiro de 2024, registros apontaram um pagamento pendente para Belline. Meses depois, em outubro, uma mensagem indicou que parte de um valor enviado ao consultor Leonardo Palhares teria como destino final o ex-funcionário do BC, com repasse de R$ 760 mil.
A PF também identificou outros pagamentos associados a Belline. Em janeiro de 2025, uma relação de valores em aberto apontava R$ 750 mil. Já em setembro do mesmo ano, outro registro mencionava um pagamento de R$ 500 mil.
A investigação ainda apura o caminho percorrido pelo dinheiro. Segundo um dos documentos, Ana Claudia Queiroz de Paiva teria explicado que fazia o pagamento a Leonardo Palhares, que posteriormente repassava os valores a Belline.
Os registros passaram a integrar os procedimentos relacionados ao caso Master após a retirada do sigilo determinada por Mendonça.



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