A Polícia Federal encontrou R$ 40 mil em dinheiro vivo dentro de uma adega do inspetor da Polícia Civil José Carlos Alves de Souza Júnior, preso nesta quinta-feira, 15, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro.
Um vídeo gravado pelos agentes durante o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão mostra três pilhas de dinheiro dentro da adega de vinhos na casa do policial em Angra dos Reis (RJ). A defesa de Souza Júnior não foi localizada.
O grupo investigado pela PF nesta fase da Operação Unha e Carne movimentou mais de R$ 7,6 bilhões, de acordo com Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo a PF, a organização criminosa armada é suspeita de "utilizar de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro".
Na ação de hoje, policiais federais cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados.
Também nesta fase da Operação Unha e Carne, Márcio Canella (União Brasil), segundo deputado estadual que recebeu maior número de votos no Rio de Janeiro, foi preso pela Polícia Federal num condomínio de luxo da Barra da Tijuca. A defesa de Canella ainda não se manifestou.
A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis utilizados, segundo a PF, "para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa".
Além do crime de organização criminosa armada, os investigados devem responder por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.
Aviso