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Patauá: a palmeira amazônica cujo óleo lembra o azeite, mas cura ainda não é comprovada

Patauá: a palmeira amazônica cujo óleo lembra o azeite, mas cura ainda não é comprovada
Palmeira amazônica: o patauá é encontrado em áreas de floresta primária da Amazônia (Foto: Marri Smith / Pexels)

O patauá, cujo nome científico é Oenocarpus bataua, é uma palmeira nativa da Amazônia que pode ultrapassar 30 metros de altura e também é encontrada em países como Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia. Seus frutos alongados, que ficam arroxeados quando maduros, nascem em cachos e são a base de um óleo tradicionalmente usado por comunidades ribeirinhas e indígenas da região, extraído depois que a polpa é cozida em água até o óleo subir à superfície.

Na culinária amazônica, o óleo de patauá serve para temperar saladas, fritar alimentos e até colorir chocolate, enquanto a polpa rende um suco espesso parecido com o do açaí. Em comunidades sem acesso à energia elétrica, o óleo também já foi usado como combustível para lamparinas artesanais e como conservante de carne, um uso prático que atravessou gerações antes de qualquer validação científica.

Estudos sobre a composição do óleo apontam alta concentração de ácido oleico, o mesmo ácido graxo abundante no azeite de oliva, além de antioxidantes como carotenoides, tocoferóis e esteróis. Um levantamento em laboratório identificou que o óleo inibe a tirosinase, enzima ligada à produção de melanina, o que tem motivado o interesse da indústria cosmética em produtos para manchas de pele. Ainda assim, a mesma literatura científica reconhece que faltam testes clínicos em humanos para confirmar benefícios como crescimento capilar ou tratamento de queda de cabelo, hoje sustentados apenas pelo uso tradicional.

Por isso, o patauá não deve ser tratado como remédio nem substituir avaliação médica, especialmente em casos de queda de cabelo, doenças de pele ou problemas inflamatórios crônicos. Como qualquer óleo vegetal concentrado, seu uso tópico pode causar reação alérgica em peles sensíveis, e gestantes, lactantes, crianças e pessoas com histórico de alergia a plantas devem consultar um profissional de saúde antes de qualquer uso medicinal ou cosmético.

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