A Argentina iniciou procedimentos para investigar e aplicar sanções a 45 empresas e pessoas ligadas à exploração de petróleo nas Ilhas Malvinas, em nova ofensiva do governo do presidente Javier Milei contra atividades consideradas ilegais por Buenos Aires no arquipélago disputado com o Reino Unido. A medida alcança petroleiras, acionistas, fundos, fornecedores e consultores.
Segundo comunicado da Presidência argentina, a chancelaria abriu os processos por determinação de Milei para apurar possíveis violações da Lei 26.659, que proíbe atividades de exploração e exploração de hidrocarbonetos na plataforma continental argentina sem autorização de Buenos Aires.
O governo afirmou que os procedimentos não serão dirigidos apenas às companhias que atuam diretamente nos projetos, mas também a seus acionistas e prestadores de serviços. "A República Argentina não renuncia nem renunciará jamais à sua soberania sobre as Ilhas Malvinas", diz o comunicado.
De acordo com o La Nación , a lista inclui 45 empresas e investidores do Reino Unido, Israel, Canadá, Estados Unidos e outros países. Entre os principais alvos estão Navitas Petroleum e Rockhopper Exploration, responsáveis pelo projeto Sea Lion, localizado cerca de 220 quilômetros ao norte das Malvinas.
O Clarín informou que a ofensiva também alcança acionistas, dirigentes, fundos de investimento e fornecedores ligados ao empreendimento. Entre eles estão Harel Insurance, Migdal Insurance, Phoenix Holdings e Meitav Investment House, além de fundos e investidores de Rockhopper.
Também são citadas Borders & Southern Falkland Islands, JHI Associates, JHI Falklands e Eco (Atlantic) Oil & Gas. A lista inclui ainda a Noble Corporation, classificada como fornecedora estratégica de infraestrutura, e empresas americanas como First Eagle, Vanguard e Dimensional Fund Advisors.
Buenos Aires afirma que as Malvinas, Geórgias do Sul e Sandwich do Sul e seus espaços marítimos são argentinos e acusa a ocupação britânica de avançar sobre recursos naturais da região.



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