Por Kevin Yao e Ellen Zhang
PEQUIM, 30 Set (Reuters) - A atividade industrial da China cresceu em setembro, segundo pesquisas oficial e privada divulgadas nesta quarta-feira, uma vez que a redução de questões climáticas permitiu que as fábricas retomassem as operações e que o boom global da inteligência artificial impulsionasse o setor industrial.
No entanto, a recuperação continua desigual, já que a fraqueza do consumo e os investimentos baixos continuam a pesar sobre as perspectivas. Analistas afirmam que pode ser necessário um suporte adicional uma vez que a retração do setor imobiliário prejudica a confiança das empresas e das famílias.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) oficial do setor industrial subiu de 49,8 em agosto para 50,1, encerrando dois meses consecutivos de contração, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas. Esse resultado ficou em linha com a previsão em uma pesquisa da Reuters.
A marca de 50 pontos separa expansão de contração.
O subíndice de novos pedidos ficou em 50,5, enquanto de produção atingiu 51,7, segundo os dados.
“O impulso fiscal da China parece estar ganhando força, com os dados do PMI de setembro sugerindo que a economia está voltando a acelerar”, disse Hao Zhou, economista da Guotai Haitong Securities baseado em Hong Kong.
“Mas o mais importante é verificar se as medidas de alívio no setor imobiliário poderão ajudar a melhorar o consumo por meio da redução do endividamento das famílias.”
O resultado ficou em linha com uma pesquisa privada da RatingDog, que mostrou que o PMI do setor industrial subiu para 52,1 em setembro, máxima em cinco meses, ante 51,5 em agosto.
O PMI oficial do setor não manufatureiro, que abrange serviços e construção, ficou em 50,2 em setembro, em comparação com os 49,0 registrados em agosto, de acordo com o escritório de estatísticas.
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