BRASÍLIA, 20 Ago (Reuters) - A inadimplência deve seguir em processo de deterioração no terceiro trimestre deste ano, ainda que em menor intensidade que o observado no segundo trimestre, avaliaram instituições financeiras em operação no Brasil, conforme pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Banco Central.
A falta de otimismo, apresentada em pesquisa com 70 instituições financeiras ouvidas de 13 a 31 de julho, é demonstrada apesar da implementação pelo governo federal da nova etapa do programa Desenrola, que busca reduzir o endividamento e a inadimplência por meio de renegociações favorecidas de dívidas.
No segundo trimestre, os bancos apontaram que a inadimplência seguiu figurando entre os principais fatores restritivos da oferta de crédito no país.
No segmento de crédito da pessoa física para consumo, houve uma maior restrição da oferta no segundo trimestre. Os bancos previram uma restrição ainda maior no terceiro trimestre por conta de menor tolerância a risco e outros fatores, "ainda que condições favoráveis do mercado de trabalho possam contribuir para suavizar esse efeito".
A nova etapa do Desenrola está aberta para renegociações de dívidas até o dia 31 de agosto.
Em meio a uma política restritiva de juros colocada em prática pelo BC para conter a inflação, os bancos também apontaram aperto na oferta de crédito para empresas, cenário que deve permanecer no terceiro trimestre.
(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)




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