O dólar encerrou a semana cotado em R$ 5,02, recuando em relação ao patamar acima de R$ 5,20 observado no fim de setembro. A queda da moeda americana tende a aliviar o preço de produtos importados e de peças eletrônicas vendidas no polo industrial de Manaus, além de tornar um pouco mais barato o pacote de quem planeja viajar para o exterior nas próximas férias.
No campo da inflação, o indicador IPC-S, calculado pela Fundação Getulio Vargas, subiu 0,39% na primeira quadrissemana de outubro, ritmo menor que a alta de 0,67% registrada em setembro. A desaceleração sinaliza que a pressão sobre o preço de alimentos e itens do dia a dia perdeu um pouco de força, mas o custo da cesta básica em Manaus continua sendo pressionado por fatores locais, como o transporte fluvial de mercadorias e o período de seca que afeta rios da região.
Já a taxa Selic permanece em 13,75% ao ano, e bancos consultados pela Febraban já trabalham com a possibilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual em novembro, o que levaria a taxa a 13,50% no fim do ano. Até lá, o crédito continua caro para quem financia um carro, usa o cartão rotativo ou recorre ao cheque especial em Manaus: juros de dois dígitos ao mês ainda são a realidade para boa parte das linhas de crédito pessoal oferecidas na capital amazonense.
Na prática, o morador de Manaus deve sentir um alívio pontual em compras ligadas ao dólar, como aparelhos eletrônicos, informática e passagens internacionais, enquanto os preços de alimentos devem seguir subindo, só que em ritmo mais lento. Para quem tem dívidas ou pretende fazer um financiamento, o conselho de analistas econômicos é esperar os próximos meses, quando a Selic mais baixa deve, finalmente, refletir em taxas de juros menores nos bancos.
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