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Dólar no menor valor em 5 meses: o que a queda da moeda muda no bolso de quem mora em Manaus

Dólar no menor valor em 5 meses: o que a queda da moeda muda no bolso de quem mora em Manaus
Cotação do dólar caiu abaixo de R$ 5 nesta semana, menor valor desde maio

O dólar fechou nesta semana no menor valor desde maio, negociado a R$ 4,9745 na venda, uma queda de 0,55% no pregão. É a primeira vez em cinco meses que a moeda americana fica abaixo da marca de R$ 5, movimento puxado pela reação do mercado ao resultado do primeiro turno das eleições e por um cenário mais favorável no exterior. Junto com o dólar, os juros futuros negociados no mercado também recuaram no mesmo período, sinal de que investidores passaram a enxergar menos risco fiscal e político pela frente.

Para quem mora em Manaus, um dólar mais barato tem efeito mais direto em alguns bolsos do que em outros. Viagens internacionais, compras em sites estrangeiros, eletrônicos importados e faturas de cartão de crédito em moeda estrangeira ficam proporcionalmente mais baratos enquanto a cotação se mantiver nesse patamar. A Zona Franca de Manaus, que depende fortemente de insumos e componentes importados para montar eletrônicos, motocicletas e outros produtos, também tende a sentir algum alívio de custo nessa ponta da produção — ainda que esse efeito demore a aparecer na etiqueta final de quem compra no comércio local.

O impacto é bem mais limitado, porém, sobre o que pesa mais no dia a dia das famílias amazonenses: combustível, energia e cesta básica. O preço dos combustíveis em Manaus segue entre os mais altos do país, e esse valor é definido por uma política de preços da refinaria e por tributos estaduais, não pelo câmbio do dia. Da mesma forma, itens da cesta básica e a conta de energia respondem muito mais a fatores como safra, clima e tarifas locais do que a uma oscilação pontual do dólar — por isso não é realista esperar reflexo imediato nesses itens só porque a moeda caiu.

Se a trajetória de queda do dólar e dos juros futuros se mantiver nas próximas semanas, o efeito mais provável para o manauara é um alívio gradual no custo do crédito e do financiamento, já que juros mais baixos tendem a baratear empréstimos, parcelamentos e o rotativo do cartão. É um processo lento, que depende de decisões futuras do Banco Central e da confirmação desse cenário mais calmo no câmbio — mas é a porta de entrada mais realista para que a melhora vista no mercado financeiro chegue, com o tempo, ao orçamento das famílias no Amazonas.

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