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Dólar oscila perto da estabilidade após abertura, com agenda cheia no Brasil e exterior

Estadão

O dólar à vista abriu perto da estabilidade ante o real nesta quinta-feira, 27, e oscila entre ligeiras altas e baixas nas primeiras horas de negociação, enquanto o contrato para setembro opera com viés de alta. O movimento ocorre apesar de uma agenda carregada de indicadores no Brasil e no exterior, que inclui dados de mercado de trabalho e contas externas, além do início do simpósio de Jackson Hole e de indicadores de atividade nos Estados Unidos.

Por volta das 10h30, o dólar à vista caía 0,01%, a R$ 5,1515, após abrir a R$ 5,1530 e oscilar entre a mínima de R$ 5,1495 e a máxima de R$ 5,1580. O contrato para setembro subia 0,12%, a R$ 5,1570.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, também oscila perto da estabilidade, enquanto a moeda americana mostra comportamento misto ante divisas de economias emergentes. O petróleo opera em alta, mas sem muito fôlego, com o Brent abaixo de US$ 90 por barril.

No exterior, os investidores repercutem o balanço da Nvidia, que veio acima do esperado e sustenta o apetite por ações de tecnologia, ao mesmo tempo em que monitoram a possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos sobre semicondutores.

O petróleo também é acompanhado diante das incertezas sobre as negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz. A Casa Branca afirmou nesta manhã que não há negociações em andamento com o Irã e que o bloqueio naval contra Teerã continua em vigor.

Também está no radar o início do simpósio de Jackson Hole, que ocorre após o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos ter vindo acima das expectativas na quarta-feira. O PCE, medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), subiu 0,2% em julho ante junho e avançou 3,7% em 12 meses, acima das previsões de 0,1% e 3,6%, respectivamente. A leitura manteve a cautela sobre a trajetória dos juros dos EUA.

Na agenda desta quinta-feira, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram 4 mil na semana encerrada em 22 de agosto, para 203 mil, abaixo da previsão de 210 mil. Os pedidos continuados recuaram 18 mil, para 1,778 milhão, também abaixo do consenso.

No Brasil, o Banco Central informou que o déficit em conta corrente somou US$ 8,11 bilhões em julho, próximo do piso das estimativas do Projeções Broadcast, que iam de US$ 9 bilhões a US$ 4 bilhões negativos. O Investimento Direto no País (IDP) foi de US$ 7,46 bilhões, abaixo da mediana de US$ 7,76 bilhões. No acumulado do ano até julho, o IDP soma US$ 54,446 bilhões.

Na agenda doméstica, o mercado também acompanha os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, em linha com a mediana das estimativas do Projeções Broadcast e abaixo dos 5,4% registrados no trimestre até junho.

O mercado ainda monitora a atuação do Banco Central no câmbio. A autoridade monetária vendeu toda a oferta de US$ 1 bilhão em leilão de dólares à vista e também toda a oferta de 20 mil contratos de swap cambial reverso, equivalente a US$ 1 bilhão, ambos com vencimento em 1º de outubro.

À tarde, o destaque da agenda doméstica será o resultado do Governo Central de julho, previsto para as 15h30.

Ontem, o dólar à vista terminou em alta de 0,22%, a R$ 5,1518, após oscilar entre R$ 5,1405 e R$ 5,1655.

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