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Dólar tem maior alta semanal desde 2008 e petróleo sobe, mas conta de luz tem alívio em novembro no Amazonas

Dólar tem maior alta semanal desde 2008 e petróleo sobe, mas conta de luz tem alívio em novembro no Amazonas
Alta do dólar e do petróleo pressionam preços, mas conta de luz tem alívio em novembro

O dólar encerrou a última semana de outubro em alta de 9,04%, a maior valorização semanal da moeda norte-americana frente ao real desde a crise financeira de 2008. Na sexta-feira, a cotação fechou em R$ 5,44, impulsionada pela incerteza sobre o ajuste das contas públicas após a reeleição do presidente Lula. O movimento já é sentido em Manaus: como boa parte dos insumos usados pela indústria da Zona Franca é importada, o câmbio mais caro tende a repassar custo para eletrônicos, motos e outros produtos fabricados no Distrito Industrial. Quem vai viajar para fora do país ou compra em moeda estrangeira também sente o aperto, já que o dólar turismo foi a R$ 5,67.

Soma-se a isso a disparada do petróleo no mercado internacional, que acumulou alta superior a 15% somente em outubro, fechando a semana perto de US$ 113 o barril em meio a tensões geopolíticas. Historicamente, esse tipo de movimento tende a chegar ao preço dos combustíveis nas bombas de Manaus e do interior do Amazonas nas próximas semanas, com reflexo direto no transporte de cargas por rio e estrada e, por consequência, no preço final de alimentos e outros produtos que chegam à capital amazonense.

Há, porém, um respiro no meio da pressão: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que novembro terá bandeira tarifária verde em todo o país, incluindo o Amazonas. Isso significa que não haverá cobrança extra na conta de luz além da tarifa normal — diferente da bandeira amarela ou das vermelhas, que podem adicionar de cerca de R$ 1,90 a quase R$ 8 para cada 100 kWh consumidos. Para famílias manauaras que já sentem o peso do câmbio e dos combustíveis, a energia elétrica sem taxa extra ajuda a equilibrar o orçamento do mês.

Na prática, novembro chega ao Amazonas com um cenário misto para o bolso do consumidor: produtos importados, eletrônicos, viagens internacionais e possivelmente a gasolina devem pesar mais, enquanto a conta de luz segue sem sobretaxa. Quem depende de crédito também deve ficar atento, já que o cenário fiscal mais incerto tende a manter os juros pressionados, o que reflete em financiamentos e no cartão de crédito usado para compras no exterior ou em produtos importados vendidos em Manaus.

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