O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta quarta-feira, 26, um novo acordo de dois anos para o Chile sob a Linha de Crédito Flexível (FCL), no valor de US$ 11,8 bilhões, equivalente a 500% da cota do país. Este novo financiamento, conforme o FMI, substitui o anterior e reflete a confiança da instituição na estrutura econômica e nas políticas institucionais do Chile.
Segundo o Fundo, o Chile se qualifica para a linha de crédito devido aos seus "sólidos fundamentos econômicos e ao histórico consistente de políticas macroeconômicas". O FMI observa que, apesar dos riscos externos, as autoridades chilenas solicitaram uma redução no acesso ao crédito, comprometendo-se a diminuir gradualmente o uso do recurso.
Desde 2020, esta é a quarta vez que o Chile utiliza a FCL, com o acesso sendo reduzido progressivamente. O primeiro acordo foi aprovado em maio de 2020, seguido por outros em agosto de 2022 e agosto de 2024, com valores decrescentes, segundo o FMI.
Para o diretor-geral adjunto do FMI, Kenji Okamura, o crescimento econômico do Chile desacelerou devido a uma queda na atividade mineradora, embora compensada por preços mais altos do cobre. A guerra no Oriente Médio também impactou a economia chilena, elevando os preços do petróleo. "O Chile continua exposto a riscos externos, incluindo tensões comerciais e a desaceleração do crescimento em parceiros comerciais importantes", afirma Okamura no comunicado.
O FMI também destacou que as autoridades chilenas têm implementado políticas para manter o equilíbrio macroeconômico e aumentar a resiliência econômica, incluindo um programa de acumulação de reservas internacionais pelo Banco Central. "O foco em um caminho fiscal prudente visa garantir a sustentabilidade da dívida, controlar a inflação e impulsionar o crescimento potencial, com destaque para o Plano Nacional de Reconstrução que busca acelerar investimentos e simplificar processos de licenciamento", diz o FMI.



Aviso