A Pernod Ricard afirmou na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, que está se preparando para uma possível listagem de oferta pública inicial (IPO, em inglês) na Índia - um de seus principais mercados de crescimento - num momento em que as vendas seguem em queda em outras regiões relevantes como Estados Unidos e China.
A destilaria francesa, dona de marcas como Absolut (vodca) e Jameson (uísque), disse que as vendas na Índia cresceram 19% na comparação anual entre julho e setembro, período que corresponde ao primeiro trimestre do seu ano fiscal. Esse desempenho ajudou a compensar as retrações acentuadas registradas nos EUA (-10%) e na China (-25%).
No consolidado, a Pernod reportou vendas líquidas de 2,23 bilhões de euros no trimestre, o que representou queda orgânica de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar de negativo, o resultado veio melhor do que a queda de 1,7% esperada por analistas, com base numa média de estimativas compilada pela própria empresa antes da atualização.
Hoje, a Pernod Ricard tem como única listagem a bolsa de Paris. A empresa ressaltou que qualquer decisão final depende de aprovação do conselho, mas o anúncio indica avanço em relação ao tom anterior: em agosto de 2026, o CEO Alexandre Ricard havia dito que um IPO na Índia ainda estava apenas no nível de discussão, sem uma conclusão clara.
A Pernod descreveu o mercado indiano como sustentado por fundamentos de consumo dinâmicos, com vendas impulsionadas por demanda forte e pela continuidade do processo de "premiumização" - estratégia de priorizar rótulos de faixa mais alta e maior margem. A companhia também mencionou que as preparações ligadas à potencial listagem geraram efeitos favoráveis de recomposição de estoques, o que também contribuiu para elevar as vendas na Índia no trimestre.
Fora da Índia, a empresa afirmou que a demanda fraca por destilados em mercados-chave continua pressionando seu desempenho e o do setor como um todo. Mesmo assim, a Pernod manteve sua orientação para o ano, prevendo que as vendas permaneçam "amplamente estáveis", o que sugere expectativa de alguma melhora nos próximos meses.
Para sustentar margens, a empresa reiterou planos de obter economias de eficiência que totalizam 1 bilhão de euros, ao mesmo tempo em que pretende manter os gastos promocionais em torno de 16% das vendas líquidas. Fonte: Dow Jones Newswires .
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