A diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, afirmou nesta terça-feira, 22, que a Petrobras sempre operou em um ambiente de incerteza, comum à indústria do petróleo, marcada por forte volatilidade de preços, com o barril do Brent chegando a ficar em menos US$ 25 o barril na pandemia e a US$ 150 no ano passado.
Segundo ela, o cenário ficou mais complexo a partir de 2020, "com a pandemia, a guerra na Ucrânia e as tensões no Golfo Pérsico, que provocaram disrupções na cadeia global de fornecedores", destacou.
Ela afirmou que para aprovar projetos, a Petrobras trabalha com três cenários de preço, incluindo um "desafiador" e outro de "estresse", pelos quais todos os projetos precisam passar.
Ainda assim, ela avalia que as ferramentas tradicionais deixaram de ser suficientes diante da nova dinâmica do setor.
"Mas isso não estava sendo suficiente e tivemos quatro iniciativas junto a uma governança diferente. Antigamente, só revíamos o nosso plano (Plano Estratégico) no ano seguinte. Mas com essa dinâmica, um ano é muito tempo, a cada três meses estamos ajustando portfólio para garantir projetos robustos", informou Baruzzi.
Entre as mudanças, a executiva destacou a simplificação e a padronização de projetos para reduzir custos e aumentar a viabilidade, com exemplos de cortes em estruturas e revisões de escopo.
"Antes tínhamos projetos lindos, mas não viáveis. O topside da plataforma de Seap (Sergipe Águas Profundas) ficou 10% menor; Búzios 12 reduziu o topside e 17% e revitalização de Tupi caiu 51% do topside", explicou a diretora.
Ela também relatou um movimento para aproximar a estatal do mercado fornecedor e reforçar conteúdo local por estratégia - "não porque sou nacionalista", - para reduzir vulnerabilidades quando há rupturas logísticas no mundo.
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