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Eleições 2026

Justiça Eleitoral desmente boato sobre voto de mesários no lugar de ausentes nas eleições

Justiça Eleitoral desmente boato sobre voto de mesários no lugar de ausentes nas eleições
Estado saberá em alguns minutos o resultado - Foto: Divulgação TSE

Circula nas redes sociais uma informação falsa alegando que, após as 17h do dia do pleito, mesários podem utilizar a urna eletrônica para votar no lugar de eleitores que não compareceram às seções. A Justiça Eleitoral alerta que o conteúdo é boato e esclarece que o sistema de votação brasileiro possui rígidas travas de segurança que impedem qualquer tipo de fraude nesse sentido.

De acordo com as regras estabelecidas pela Resolução TSE nº 23.751/2026, o processo exige etapas obrigatórias de identificação e habilitação antes que a urna seja liberada para o voto. O eleitor deve comprovar sua identidade na mesa receptora por meio de biometria ou conferência de foto no Terminal do Mesário, mediante digitação do CPF ou título.

O que dizem as regras sobre o horário e o sigilo

  • Após as 17h: O encerramento oficial ocorre às 17h (horário de Brasília). Caso ainda haja eleitores na fila, a votação continua exclusivamente para atender a essas pessoas. O funcionamento da urna após esse horário serve apenas para esgotar a fila da seção, não significando voto em nome de ausentes. Os faltosos têm seus registros computados como "não comparecimento" no Caderno de Votação.

  • Atuação dos mesários: Mesários são eleitores e podem votar em si mesmos, seguindo os trâmites legais, mas jamais em nome de terceiros. Eles também são proibidos de entrar na cabine de votação com os eleitores, regra que só abre exceção para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida — e, ainda assim, o acompanhante escolhido nunca pode ser integrante da mesa receptora ou representante de partidos e coligações.

  • Transparência e auditoria: A segurança do processo é garantida pela emissão da Zerésima (relatório que comprova zero votos antes do início da votação) e do Boletim de Urna (BU) emitido ao fim do pleito, afixado publicamente para conferência dos resultados.

A Justiça Eleitoral reforça a importância de checar os canais oficiais antes de repassar mensagens sobre o processo eleitoral, combatendo a desinformação e protegendo a integridade da democracia.

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