O partido Missão protocolou nesta sexta-feira (14) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir uma investigação sobre a filiação indevida de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à legenda. O caso veio à tona na quinta-feira (13), quando o senador encontrou barreiras para registrar sua candidatura à Presidência por constar erroneamente nos registros da Justiça Eleitoral como filiado ao partido.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou o restabelecimento imediato de Flávio ao PL, a exclusão do vínculo com o Missão e a suspensão temporária do sistema de filiação (FILIA).
A Corte descartou ataque hacker e apontou que a alteração foi feita usando credenciais do próprio partido. O TSE informou ainda que houve tentativas semelhantes de troca de partido envolvendo outros presidenciáveis, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas sem sucesso.
Na representação, o Missão afirma ter sido vítima de fraude e registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Federal.
Falha Automatizada: Por ser um partido novo, a legenda automatizou seu sistema interno para agilizar cadastros, o que acabou permitindo a ação de criminosos.
Dados Falsos: O cadastro fraudulento utilizou o CPF do senador associado a um endereço fictício ("Rua Dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano, Rio de Janeiro").
Sem Dolo: O partido argumenta que não teve intenção de prejudicar o adversário, citando como prova os e-mails de alerta automáticos enviados ao próprio Flávio Bolsonaro.
A equipe do senador confirmou ter recebido os avisos, mas justificou que os e-mails foram classificados como spam pela conta institucional do Senado. O prazo legal para filiação de candidatos às eleições gerais encerrou-se em 4 de abril.



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