Após ser liberada da prisão no Egito, Malévola Alves usou as redes sociais para contar o que passou durante a detenção no país. Em meio ao desabafo, a influenciadora relatou episódios de violência e revelou que ainda não conseguiu reaver o celular apreendido pelas autoridades.
O caso envolve também Bruna Mercatelli. As duas brasileiras foram detidas na terça-feira (20), depois de gravarem vídeos em áreas públicas. As autoridades as acusaram de atos obscenos, desrespeito aos valores familiares e assédio a pessoas nas ruas.
Malévola afirmou que sua identidade de gênero teria influenciado a maneira como foi tratada. "Eu tive que ficar pelada e quando viram a minha vagina, começaram a me tratar bem. Eu disse que não era trans. Só Deus sabe o que eu passei. Eu tô com crise de pânico, tenho ansiedade e depressão, chegando no Brasil vou direto ao médico estou tendo crise a todo momento", relatou.
A influenciadora também acusou policiais de terem abusado dela e de Bruna durante o período em que ficaram sob custódia.
"Eu fui abusada com minha amiga por diversos policiais. Vocês não sabem o que passamos naquela delegacia e agora estão rindo. Vocês são podres, o mundo dá voltas, um dia vocês podem passar por isso", afirmou.
Bruna contou que as duas ficaram sem comida ou água durante a detenção e que foram conduzidas ao aeroporto em um camburão fechado.
A liberação ocorreu na quarta-feira (21), após o pagamento de fiança de cerca de R$ 10 mil.
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