A capital paraibana completa neste 4 de setembro 96 anos com o nome de João Pessoa, batismo definido pela Lei nº 700, sancionada em 1930 para substituir a antiga denominação de Parahyba do Norte. A mudança ocorreu poucas semanas após o assassinato do então presidente estadual João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, morto em 26 de julho de 1930 na Confeitaria Glória, no Recife, crime que acelerou a Revolução de 1930 e transformou o político em mártir republicano.
A campanha pela homenagem foi puxada pelo bacharel Américo Falcão, que propôs dar à cidade o nome do presidente assassinado, e ganhou força com a mobilização liderada pelo cônego Mathias Freire, que organizou passeatas, comícios e abaixo-assinados. Em 1º de setembro de 1930, uma multidão ocupou o Teatro Santa Rosa para exigir a mudança oficial do nome da capital.
Três dias depois, a Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou a proposta por unanimidade, e a lei foi sancionada em 4 de setembro, consolidando a homenagem póstuma. Desde então, o nome Parahyba do Norte, usado desde a fundação da cidade, foi apagado dos documentos oficiais e substituído pelo do líder político.
A data é lembrada todos os anos como marco da identidade da capital paraibana, e o debate sobre uma eventual volta ao nome original já motivou propostas de plebiscito ao longo das últimas décadas, sem que a mudança avançasse.




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