25 Set (Reuters) - Carlos Alcaraz está farto de passar a noite em claro nos Grand Slams e pediu aos organizadores que encerrem as partidas até 23h, depois que sua defesa do título no US Open chegou ao fim em uma exaustiva partida que terminou às 3h33 da madrugada neste mês.
Ben Shelton derrotou Alcaraz nas quartas de final do US Open, no término mais tardio já registrado na história do último Grand Slam do ano.
Antes disso, três partidas terminaram após as 2h da manhã durante a semana de abertura do torneio, enquanto outras duas se estenderam bem além da meia-noite, e Venus Williams participou da partida que começou mais tarde, às 00h13.
“Acho que é demais”, disse Alcaraz, sete vezes campeão de Grand Slam, aos repórteres em Londres na quinta-feira, antes da Laver Cup.
“As pessoas ficaram para a última partida, mas se ela tivesse sido disputada mais cedo, a quadra poderia ter ficado lotada."
“Gostaria de mudar um pouco a programação, com término máximo às 23h, ou o que for melhor.”
A Associação de Tênis dos Estados Unidos, que organiza o US Open, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por email fora do horário comercial, mas a entidade afirmou que avaliaria opções de programação no futuro.
Outros torneios do Grand Slam tomaram medidas para evitar o término tardio das partidas, com Wimbledon suspendendo as partidas sob um toque de recolher local às 23h e o Aberto da França limitando as sessões noturnas a uma partida.
A questão ganhou força em meio a uma reação mais ampla dos principais jogadores sobre as condições de trabalho, incluindo um calendário competitivo sobrecarregado.
(Reportagem de Aadi Nair em Bengaluru)
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