Por Jeffrey Dastin
San Francisco, 4 Ago (Reuters) - A Anthropic nomeou, nesta terça-feira, Mariano-Florentino Cuéllar como seu primeiro diretor de assuntos globais, em um momento em que a desenvolvedora de modelos de inteligência artificial Claude enfrenta vastos desafios políticos e mudanças na regulamentação em torno de sua tecnologia.
Cuéllar se reportará à presidente da Anthropic, Daniela Amodei, informou um porta-voz da empresa à Reuters. Sua função, com base na sede da startup em San Francisco, incluirá a gestão das relações com o governo dos Estados Unidos e com os diversos países onde a Anthropic está se expandindo globalmente.
A contratação da Anthropic representa a escolha de um perfil com capacidade de construir consensos, com ampla experiência governamental e conhecimento especializado em IA, disse o porta-voz.
Ex-assistente especial na Casa Branca do ex-presidente democrata Barack Obama, Cuéllar tem a tarefa de encontrar pontos em comum com o governo republicano do presidente dos EUA, Donald Trump, que, em alguns momentos, ordenou controles mais rígidos sobre a IA da Anthropic neste ano.
Cuéllar, conhecido como Tino, atua desde janeiro em órgão independente da Anthropic criado para garantir que a startup cumpra sua missão de benefício público. Cuéllar deixa essa função para ingressar na empresa.
Sua experiência à frente da Fundação Carnegie para a Paz Internacional até julho incluiu a copresidência de uma força-tarefa sobre segurança nacional dos EUA e proliferação nuclear. Alguns líderes do setor de IA têm buscado nos controles de armas nucleares uma inspiração para gerenciar os riscos da tecnologia.
Um estudo de 2025 co-liderado por Cuéllar também contribuiu para a aprovação do SB 53, uma lei da Califórnia que protege denunciantes da área de IA, exige que desenvolvedores com alta receita relatem padrões e incidentes e estabelece uma multa máxima de US$1 milhão por infração. A Anthropic apoiou o projeto de lei.
(Reportagem de Jeffrey Dastin, em San Francisco)



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