Netanyahu também ordenou o fechamento imediato de Hebron e determinou que o Exército se prepare para impor um bloqueio total à Cisjordânia. Ainda não há confirmação sobre quando a medida será aplicada em todo o território nem por quanto tempo ficará em vigor.
Em comunicado, o premiê afirmou que as forças israelenses entrarão nos bairros de onde os atiradores teriam saído, retirarão moradores e farão buscas de casa em casa. O governo também pretende ampliar os assentamentos israelenses na região, território palestino ocupado por Israel desde 1967.
A operação foi anunciada em meio ao aumento das tensões na Cisjordânia e a quatro dias das eleições legislativas israelenses, marcadas para 27 de outubro. Netanyahu busca um novo mandato e tem colocado a segurança como um dos principais temas de sua campanha.
Após o ataque, o primeiro-ministro suspendeu compromissos eleitorais de seu partido. O episódio pode ampliar as tensões na região, onde operações militares israelenses e a expansão de assentamentos têm provocado críticas internacionais e agravado o conflito com os palestinos.
As autoridades israelenses afirmam que a ofensiva tem como objetivo combater grupos armados. Até o momento, o Hamas elogiou o ataque, mas não reivindicou sua autoria.
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