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Após testes na Vale, Vibra amplia oferta de diesel que oferece maior rendimento

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Após testes na Vale, Vibra amplia oferta de diesel que oferece maior rendimento
Após testes na Vale, Vibra amplia oferta de diesel que oferece maior rendimento

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 19 Ago (Reuters) - A Vibra Energia está apostando na ampliação das vendas de diesel com maior valor agregado para a mineração, com a oferta de um combustível que também oferece maior rendimento por quilômetro rodado, já testado em operações da mineradora Vale, disse um executivo à Reuters.

O movimento junto a um setor no qual detém quase 60% de participação de mercado integra uma estratégia mais ampla que visa elevar a rentabilidade e a fidelização de grandes consumidores de sua divisão de negócios corporativos (B2B), incluindo outras indústrias.

A iniciativa inclui o lançamento nesta semana de um diesel premium chamado Supera Plus, desenvolvido para operações de mineração e testado pela Vale Base Metals (VBM), subsidiária de metais básicos da mineradora Vale. 

Em entrevista à Reuters, o vice-presidente executivo de B2B da Vibra, Juliano Prado, afirmou que o novo diesel permitiu reduzir em cerca de 5% o consumo de combustível em operações da mineradora, além de gerar ganhos operacionais relacionados à manutenção dos equipamentos e redução de emissões.

"A gente deixa de discutir o diesel como uma commodity e passa a ter um produto que agrega valor adicional em relação ao que a concorrência tem", afirmou Prado.

Segundo a Vibra, o Supera Plus passa a ocupar o topo da linha de diesel da companhia, acima das versões comum e aditivada, e o primeiro desenvolvido especificamente para a mineração, segmento que utiliza maquinários pesados e que opera em condições severas.

Segundo a Vibra, o teor do biodiesel no Supera Plus continua sendo o exigido pela regulação, mas a empresa seleciona biodiesel de qualidade superior, com menos contaminantes e maior estabilidade. Além disso, o produto inclui aumentadores de cetano, para melhorar a eficiência da queima, inibidores de corrosão, para proteger as partes metálicas do maquinário, e inibidores de oxidação, para fazer com que esse diesel não degrade na operação.

O objetivo inicial do Supera Plus, de acordo com Prado, não é ampliar a fatia de mercado no setor mineral, mas aprofundar o relacionamento com clientes já atendidos e aumentar a rentabilidade dos contratos.

"A gente não está lançando esse produto para ganhar 'market share'. A gente faz isso para criar mais valor na relação que já existe. O ganho de participação pode vir como consequência", afirmou.

COMEÇANDO PELA MINERAÇÃO

Embora a mineração tenha sido escolhida como primeiro segmento para a comercialização do produto devido à intensidade do consumo de combustível e ao elevado custo de paradas não programadas de equipamentos, a Vibra vê a iniciativa como uma plataforma para expandir a oferta de combustíveis premium.

"O Supera Plus começa na mineração, mas ele vai ser transversal para as diversas indústrias que nós temos", disse Prado.

Segundo ele, a nova solução poderá ser expandida para outros setores como agronegócio, indústria e logística, nos quais ganhos de eficiência operacional também podem gerar redução relevante de custos para os clientes.

A companhia vende anualmente cerca de 1,7 milhão de metros cúbicos de diesel para o setor mineral, volume equivalente a aproximadamente 20% das vendas do combustível no segmento B2B. Entre os clientes estão Vale, Gerdau, Alcoa, Mineração Rio do Norte e Jacobina, disse Prado.

APOSTA EM PRODUTOS PREMIUM

Os testes realizados pela Vale Base Metals serviram de base para a estratégia. De acordo com a Vibra, na mina de Salobo, no Pará, o Supera Plus proporcionou redução de cerca de 5% no consumo, com uma economia anual estimada em R$9,27 milhões. A empresa também registrou redução de 40% nas obstruções de filtros e ganhos relacionados à manutenção dos equipamentos.

Em Onça Puma, também no Pará, a Vibra afirmou que houve redução de 6% no consumo de combustível nas operações de transporte de minério, além de ampliação do intervalo entre trocas de filtros, de 250 para 500 horas.

No segundo trimestre, a área B2B da Vibra registrou um Ebitda ajustado de R$1,7 bilhão, alta de 142% ante o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda ajustada do segmento alcançou R$531 por metro cúbico vendido, também avanço de 142% na mesma comparação.

A companhia atribui o desempenho à estratégia de qualificação do mix, com aumento da participação de produtos de maior valor agregado, como combustíveis aditivados, além da expansão da base de clientes.

Entre abril e junho, a Vibra assinou mais de 100 novos contratos de fornecimento e elevou para 30% a participação de produtos aditivados no volume total de diesel vendido pelo segmento B2B, conforme informou anteriormente.

(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)

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