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Audi precisa trabalhar em conjunto com Volkswagen para reestruturar seus negócios, diz CFO

Reuters
Audi precisa trabalhar em conjunto com Volkswagen para reestruturar seus negócios, diz CFO
Audi precisa trabalhar em conjunto com Volkswagen para reestruturar seus negócios, diz CFO

BERLIM, 27 Jul (Reuters) - A Audi, marca premium da Volkswagen ( ), precisa trabalhar em conjunto com o grupo para realizar uma reestruturação abrangente, afirmou na segunda-feira o diretor financeiro da subsidiária, após a divulgação de resultados fracos no segundo trimestre, afetados pela queda nas vendas na China e nos Estados Unidos.

“Os desafios globais estão aumentando a pressão para agirmos”, disse o diretor financeiro da Audi, Juergen Rittersberger.

“Para continuarmos competitivos no cenário global, precisamos trabalhar em conjunto com o Grupo Volkswagen para realinhar nosso modelo de negócios e implementar melhorias estruturais em grande escala.”

A fábrica da Audi em Neckarsulm, no sudoeste da Alemanha, é uma das quatro fábricas alemãs pertencentes à Volkswagen ameaçadas de possível fechamento após 2030, à medida que o grupo enfrenta altos custos, crescente concorrência da China e dificuldades relacionadas a tarifas.

Rittersberger disse que a Audi já está avançando na redução da capacidade.

Atualmente, Neckarsulm opera com uma capacidade de produção anual de 225 mil unidades, cerca de 75 mil a menos do que nos anos anteriores. A empresa também concordou em cortar o turno da noite na unidade, que produz exclusivamente carros com motor de combustão.

“Estamos trabalhando continuamente para adaptar a capacidade ao ambiente de mercado”, disse Rittersberger.

A receita do grupo Audi, da Volkswagen — que também inclui a fabricante de carros esportivos Lamborghini, a marca de luxo Bentley e a fabricante de motocicletas Ducati —, caiu 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 15,0 bilhões de euros (US$17,10 bilhões) no segundo trimestre.

O lucro operacional caiu 3%, para 533 milhões de euros, resultando em uma margem de lucro de 3,6%, bem abaixo da meta da Audi para este ano, que era de 5% a 7%.

Esse resultado também é inferior ao previsto anteriormente, depois que a empresa reduziu suas projeções para o ano na segunda-feira, citando dificuldades na China e o conflito no Oriente Médio.

A Volkswagen divulgou seus resultados do segundo trimestre na sexta-feira. O lucro do grupo caiu 9,5%, mas analistas apontaram alguns sinais de estabilização, preparando o terreno para negociações difíceis com representantes sindicais, já que o presidente-executivo Oliver Blume busca intensificar os cortes de pessoal.

(Reportagem de Rachel More e Christina Amann)

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