O fechamento do banco digital Ueno, no Paraguai, deixou aproximadamente 3 milhões de clientes sem acesso às próprias contas e provocou uma crise financeira e política no país. A instituição foi alvo de intervenção do Banco Central após a identificação de problemas graves de solvência.
A suspensão dos serviços impediu que correntistas movimentassem depósitos e economias, provocando revolta e protestos na capital, Assunção. Clientes foram às ruas cobrar explicações e exigir a devolução dos valores retidos pela instituição.
A crise também levantou suspeitas sobre a gestão do banco e possíveis irregularidades envolvendo recursos financeiros. O episódio resultou na prisão de oito dirigentes da instituição. Outras 27 pessoas foram formalmente acusadas, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados.
O caso ganhou dimensão política porque o presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi acionista do grupo controlador do Ueno até março de 2025. A oposição passou a questionar possíveis conflitos de interesse e Peña acabou renunciando ao cargo de líder do país.
Diante da repercussão, o governo anunciou medidas para acelerar a devolução de parte dos recursos aos correntistas prejudicados. A crise também provocou a renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo.
Aviso